Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009


 Peso da Régua  é uma cidade no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 10 000 habitantes.

 
É sede de um pequeno município com 96,12 km² de área e 17 987 habitantes (2004), subdividido em 12 freguesias.  É também conhecida como a capital do vinho e da vinha. É o centro da região demarcada do Douro.
 
 
A cidade da Régua tem pouco mais de dois séculos de existência, mas suas terras são habitadas desde tempos bem remotos, talvez mesmo desde as invasões romanas e bárbaras.

O clima, a riqueza do seu solo e a sua localização privilegiada, para o que o rio Douro contribuiu e continua a contribuir, atraíram e fixaram os povos.

De acordo com os registros históricos, já na altura do nascimento de Portugal se cultivava o vinho nestas terras. Mas foi a criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro, decretada pelo Marques de Pombal, que despoletou  seu desenvolvimento definitivo, em meados do século XVIII. Começaram então a instalar-se na Régua armazéns, estabelecimentos comerciais, estalagens e habitações e instituiu-se a Feira dos Vinhos, que se realizava anualmente, e trazia até aqui visitantes das mais diversas zonas do país. 

O ritmo comercial impulsionou o crescimento econômico e projectou cada vez mais o nome e a riqueza desta cidade, que começou a ganhar população e a afirmar-se como um lugar cheio de potencialidades e de encantos naturais.

O vinho esteve desde sempre associado a sua riqueza e levou o seu nome para fora das nossas fronteiras.       

Tem cerca de 22 mil habitantes. Todas as freguesias da Régua se destacam pelas suas belas paisagens e pelos cenários de ruralidade que o esforço humano transformou em verdadeiros monumentos naturais. Entre todos, é ponto de paragem obrigatório o miradouro de S. Leonardo, na freguesia de Galafura, situado a cerca de 14 quilômetros da cidade. Dali, a 530 metros de altitude, desdobra-se um panorama fabuloso.   

Á medida que foi crescendo, ao ritmo do trabalho e da força dos homens, a Régua ganhou o estatuto de Capital do Douro, que ainda hoje lhe é reconhecido.

O  rio, que rasga as montanhas agrestes do Alto Douro e vem repousar, em beleza, aos pés desta cidade para seguir depois até à Foz, no Porto, continua a ser um ex-libris e uma riqueza inigualável. Deste rio, existe também a memória dos barcos rabelos, imaginados e construídos para enfrentar ameaças de uma natureza imprevisível e levar até Vila Nova de Gaia os tonéis de Vinho do Porto.

Hoje em dia, através deste mesmo rio, chegam à Régua centenas e centenas de turistas atraídos pelos encantos naturais, pela tranqüilidade e hospitalidade da Capital do Douro.

Com a construção e o desenvolvimento do cais fluvial, a Régua tem vindo a ganhar cada vez melhores condições para receber  turistas e proporcionar aos cidadãos espaços de lazer e de convívio com a qualidade que merecem.

As três pontes, que ligam o município da Régua ao de Lamego, compõem um quadro onde se conjugam diferentes épocas da história.   Aliás, o desenvolvimento das vias de comunicação na Régua é um dos fatores que tem contribuído para atrair os visitantes e imprimir uma maior dinâmica econômica à cidade.    O lanço do IP3, recentemente inaugurado, vai permitir à nossa cidade estar mais perto de outros centros urbanos, facilitando assim o contacto entre as populações, proporcionando o desenvolvimento e abrindo as portas ao progresso.   Mesmo antes da construção do IP, a Régua tinha já uma posição privilegiada em termos de acessibilidades. 

A linha do Douro, considerada um dos mais belos e surpreendentes itinerários ferroviários do país, foi desde sempre uma mais-valia para o desenvolvimento da nossa cidade. Da estação, onde os pregões aos famosos rebuçados da Régua são quase uma música de fundo, parte-se para outros pontos da região, prosseguindo de combóio ou apanhando a camioneta.

A festa das Vindimas é um dos maiores acontecimentos no Peso da Régua. É uma verdadeira homenagem ao trabalho, um elogio à força dos homens e um hino às dávidas da terra. Todos os anos a tradição se cumpre e, pelas quintas da Régua, a alegria marca o passo durante quase um mês, enquanto se apanham uvas e se mete mãos à obra para fazer jorrar os vinhos que levam bem longe o nome da nossa cidade. Ao longo das encostas, pelos vinhedos delineados até ao horizonte, os homens carregam os cestos vindimos às costas e as mulheres entoam cantigas populares para sempre associadas a estes dias de festa e labuta. O espetáculo é uma imagem de marca destas terras, não só por estar associado à atividade agrícola mais importante da Régua, mas por constituir um ritual e uma tradição que há muito faz parte da nossa identidade.

Acabada a vindima. a Régua prossegue no seu ritmo normal, emoldurada por uma paisagem monumental e por um rio que foi, desde sempre, um trampolim para o desenvolvimento.

Mais do que um portão do Douro, que se abre para além dos limites do olhar, a Régua é uma cidade voltada para o futuro, a crescer ao compasso do mundo moderno. (In Villa Regula)

publicado por Peso da Régua às 16:00

  

 

Parque Termal das Caldas do Moledo, situado a 5km da cidade da Régua, em direcção ao Porto, oferece-se como um local de repouso, onde o ambiente de calma, leva as pessoas a um descanso salutar.
A estância termal está indicada para o tratamento de afecções reumáticas, bronquites, sinusites, rinites, laringites, faringites e dermatoses.
Ao subir, a paisagem que contemplamos é deslumbrante e aí se compreende Miguel Torga quando ao que a vista alcança chamou "doce mar de mosto". A cada curva desfeita, a inebriante paisagem que o homem conquistou e fecundou.

Em Fontelas, o turista pode optar por visitar a Igreja Matriz, com 250 anos, restando-lhe alternativas como a Capela de N.ª Sra. das Dores, do séc. XVIII, a Casa de Moreira de Baixo, a Casa de Extremadouro e a Casa da Quinta da Igreja, três edifícios oitocentistas.
Continuando a subir, chegamos a Loureiro. O miradouro do alto de Santo António é uma varanda sobre a Régua, de onde o turista pode apreciar a imponência da paisagem. Com a serra do Marão à vista, os olhares ficam presos e o espírito sobressaltado pela imponência e rudeza dos penhascos. As Quintas de Santa Júlia (séc. XVIII), Torre (séc. XVIII) e de Travassos, onde viveu a Ferreirinha, são motivos para o turista demorar mais algum tempo nesta freguesia.

As origens da freguesia de Mouramorta são muito antigas, estando inscrita nos anais da história como lugar de muita importância na região. Diz-se que o nome desta freguesia derivou da lenda de uma princesa moura, assassinada neste lugar pelos Templários, por se recusar a negar a sua fé e abraçar a fé cristã.
Mouramorta foi vila e concelho, com foral datado de 1514.
Situada nas encostas da serra do Marão, ostenta ruínas da Casa da Ordem de Malta, bem como da Câmara e da Cadeia, vestígios de um passado marcado por autoridade e poder. Aqui, o turista poderá ainda visitar a Igreja Matriz, a casa da Comenda (séc. XVIII), a Ponte Medieval de Cavalar e o cruzeiro centenário.

Sedielos é a maior freguesia do concelho e está situada no limite ocidental do município, a cerca de 12 Km da cidade.
As casas de xisto constituem um dos aspectos mais interessantes desta freguesia, erguendo-se entre ruelas estreitas e terrenos plantados de vinha. Por toda a freguesia o turista encontrará capelas, igrejas e um cruzeiro dignos de serem visitados.
A freguesia de Vinhós situa-se nas fraldas da serra do Marão, sendo o lugar da Ermida o mais abrupto, onde fica a célebre "Fraga da Ermida", onde a águia real faz o ninho. A Igreja Matriz cuja construção data de 1739 merece uma visita.

 

                                                                                     Foto de Manueladlramos

 

 

 In (Site Câmara Municipal Peso da Régua)

 

 

publicado por Peso da Régua às 15:55

16 e 17 de Fevereiro -  São Faustino

Local: Por toda a freguesia, em especial no parque da freguesia.

Actividades: Baile com conjuntos de música popular, missa, fogo de artifício e barracas de comida e bebidas.

Duração: 2  dias

 

12 de Junho -  Santo António


Local: Largo de Santo António na parte alta da cidade, junto da capela com o nome do mesmo santo.

Actividades: Bailes com conjuntos de música popular, missa, fogo de artifício e barracas de comida e bebidas.

Duração: 2 a 3 dias 

 

 

24 de Junho - São João do Rio


Local: Cais Fluvial

Actividades: Bailes com conjuntos de música popular, missa, procissão, marcha popular, fogo de artifício e barracas de comida e bebidas.

Duração: uma semana aproximadamente 

 

14, 15 e 16 de Agosto -  Nossa Senhora do Socorro

 

Local: por toda a cidade

Actividades: Concertos, bailes de música popular, fogo de artifício, feira de entretenimento, Procissão Triunfal e Missa, Marcha Luminosa ou Cortejo Etnográfico entre outros. Consultar programa específico.

Duração: 3 dias

publicado por Peso da Régua às 15:54

Igreja Matriz de Peso da Régua

 

 

 

 

Este templo foi erguido no local onde outrora existiu a capela do Espírito Santo, cuja imagem é hoje venerada num dos seus altares, bem como a do Menino Deus. Destaque para um famoso painel do século XVII, do grande pintor português Pedro Alexandrino, representando a Ceia de Cristo. O edifício é amplo, sem ornamentos arquitectónico e supõe-se que foi construído no início do século XVI

 

Capela do Senhor do Cruzeiro

 

 

 

Erecta no local onde esteve a primitiva matriz da vila, esta capela, de construção sólida, é de tal simplicidade artística que não merece a menor menção. Destaca-se, apenas, o altar-mor, de estilo jónico: colunas encravadas de proporção irrepreensível, arquitrave de arco em angras e friso dórico com tríglifos, bonito remate, que não pesa no espírito. Os outros altares, de ordem gótico-flórida, com colunas enroscadas e arquitraves curvilíneas, denotam um todo de opulência e antiguidade.

 

Capela de Nossa Senhora do Desterro

 

Esta capela; de forma hexagonal, que se encontra completamente em ruínas no lugar de Fontainhas, a que os antigos chamaram também das sete esquinas, denota provir de longa data, conforme o demonstra a bela arquitectura do seu teto e dó seu altar, laboriosamente entalhado. Bem assim, a face direita, imediata ao altar, onde existiu um côro, balcão, ou coisa semelhante formada por uma coluna e arquitrave romanas. E muito embora há poucos anos se visse quase apagada na padieira da sua porta do lado do poente «MDCCLII», esta era não deve corresponder à verdade, em face da arquitectura que a decora interiormente.        

 

                                                                     (IN) Câmara Municipal Peso da Régua

publicado por Peso da Régua às 15:50

Monumentos              Igrejas                  Pelourinho
Casa do Douro                  Igreja Matriz              Largo do Cruzeiro
Largo dos Aviadores           Igreja do Cruzeiro
                                   Igreja de Godim

Pontes Antigas            Solares                   Fábricas antigas
Ponte Caminho-de-ferro   Palacete (Biblioteca)        Serração de Tondela

 



                                                               (IN) EB1 Nº1 do Peso da Régua

 

publicado por Peso da Régua às 15:45

 

 

 

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira(1811 - 1896)

 

Falar do Vinho do Porto e do Douro sem falar de D. Antónia é quase impossível. Personagem da vida do Douro e do Vinho do Porto, conhecida por "Ferreirinha", nasceu na Régua em 1811. Mulher determinada e corajosa, construiu um enorme império durante o século XIX.Mulher com uma capacidade enorme de negociar, pôde com alguma facilidade negociar com os ingleses todo o seu vinho que permanecia nos armazéns, contribuindo, assim, para um enriquecimento da casa Ferreira.

D. Antónia é sem dúvida uma das maiores, se não a maior, personagem na história da região do Douro e do Vinho do Porto.

 

 

 

 

Autor: Abílio Forrester Zamith
In Guia do Vinho do Porto, Chaves Ferreira - Publicações, S.A
.

publicado por Peso da Régua às 15:40

 Salvé Maria, Virgem Santa e pura

Das mãos de Deus suprema perfeição,

Ouve do mundo o grito da amargura,

Que implora em pranto a tua protecção.

 

O ódio e a guerra chispam seu fulgor

Avultam almas tristes em parada!

Tanta gente inocente, atribulada

Em miséria profunda e grande dor.

 

Só tu , Maria podes ser luz

De quem te invoca em nome de Jesus

Nas horas de sombria provocação.

Estende e tua benção pela terra,

Faz triunfar a paz, afasta a guerra

Faz filhos teus, á Mãe, tem compaixão.

 

 

 

 

 Ilda Pinto Ribeiro

publicado por Peso da Régua às 15:35

 

 

                                                               O Barão de Forrester, de nome Joseph James Forrester, nasceu em Hull, na Escócia, a 21 de Maio de 1809.Veio a falecer, vítima de um acidente de barco, no Cachão da Valeira, em Maio de 1861.Veio para Portugal em 1830 e dedicou-se desde muito cedo à carreira comercial, ajudado nesse tempo por um tio, grande comerciante na cidade do Porto.

Tornou-se num homem distinto, de grande cultura, deixando-nos uma extensa obra bibliográfica. Também foi poeta, desenhista e aguarelista. Além dos inúmeros mapas da região demarcada, foi ele o autor do importante mapa “O Douro Português”, traçando o curso deste rio desde a fronteira espanhola até à Foz. Este excepcional trabalho fez com que o governo lhe atribuísse o título de Barão, honraria pela primeira vez concedida a um estrangeiro.

Como nesse tempo o acesso para o Douro era dificil, mandou construir um barco do género rabelo, ricamente decorado e apetrechado, onde oferecia grandes jantares aos seus amigos. A tripulação era muito bem remunerada e magnificamente uniformizada. Quando se encontrava hóspede de D. Antónia Adelaide Ferreira, veio a encontrar a morte no barco em que se fazia transportar numa viagem de recreio, voltando-se no traiçoeiro ponto do Cachão da Valeira. Socorridos por outro barco, salvaram-se todos menos o referido Barão, uma criada e um criado.

Dizem que D. Antónia se salvou graças aos seus vestidos, que se comportaram como um perfeito balão e o Barão se afogou, porque levava na sua faixa uma quantidade apreciável de moedas de oiro. Morreu e ficou sepultado no lugar que mais o impressionava, chegando a desenha-lo por duas vezes. Foi uma perda irreparável.



 Site Câmara Municipal Peso da Régua

publicado por Peso da Régua às 15:30

 

O criador da Região Demarcada do Douro foi Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras, mais tarde, em 1769, Marquês de Pombal. Nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1699 e veio a falecer na sua quinta em Pombal a 8 de Maio de 1782.

Senhor de personalidade e feitio muito próprios, foi na sua época contestado por alguns. Com a sua maneira autoritária de governar, violenta por vezes, soube lançar sólidos alicerces para uma região demarcada de muito prestígio.

A criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, por Sebastião José de Carvalho e Melo ficou a dever-se a homens de muito mérito, como ao Dr. Luiz Beleza de Andrade, que era natural do Porto e grande viticultor nesta região do Douro, ao espanhol biscaínho D. Bartholomeu Pancorbo e ao Padre Mestre Dr. Frei João de Mansilha, natural de S. Miguel de Lobrigos.

Esta Companhia, em 1756, tinha como principais objectivos:

  • A demarcação da região;

  • Fiscalização dos vinhos de embarque;

  • Passagem de guias de trânsito para os vinhos;

  • Estabilização de preços e qualidade nos vinhos;

  • Privilégio nas vendas dos vinhos para a cidade do Porto e locais circunvizinhos;

  • E, por fim, o privilégio no fabrico e fornecimento de aguardentes.

A Companhia organizava todos os anos, em Fevereiro, a importante “Feira dos Vinhos”, que consistia em chamar os lavradores do Douro à sua casa no Peso da Régua, e aí, durante 8 dias, transaccionarem os seus vinhos. Como nessa altura, na vila, não existiam pensões, a Companhia proporcionava aos lavradores lautos banquetes.

 

Site Câmara Municipal Peso da Régua

publicado por Peso da Régua às 15:25

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